Música

Alice Caymmi revisita Dorival em álbum que une tradição e experimentação

Entre herança e reinvenção, Alice Caymmi mergulha na própria linhagem para apresentar “Caymmi”

O repertório percorre clássicos como “O Que É Que a Baiana Tem?”, “Maracangalha” e “Dois de Fevereiro”, agora reposicionados em arranjos que transitam com naturalidade entre reggae, hip hop, nuances latinas e texturas eletrônicas. A produção de Iuri Rio Branco sustenta esse equilíbrio delicado entre tradição e experimentação, sem descaracterizar a essência das composições.

CRÉDITOS: Divulgação

Há, no projeto, uma escolha estética clara: desacelerar o tempo para valorizar ambiências, silêncios e camadas sonoras, algo que dialoga diretamente com a atmosfera marítima e contemplativa tão presente na obra de Dorival. Ao mesmo tempo, Alice imprime sua identidade mais densa, introspectiva e, por vezes, minimalista criando um contraste interessante entre o Brasil praiano idealizado pelo avô e uma leitura mais urbana e sensorial.


Mais do que releitura, o disco funciona como ponte estética. Ele resgata a força imagética, a oralidade e a musicalidade popular de Dorival Caymmi, ao mesmo tempo em que reposiciona sua obra para novas gerações, em um cenário musical marcado por fusões de gênero e liberdade criativa.

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O resultado é um trabalho que reafirma a atemporalidade do cancioneiro brasileiro, enquanto convida o ouvinte a redescobri-lo sob novas texturas e perspectivas.




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